Maria Lima dos Santos

Maria Lima dos Santos, nascida no Rio de Janeiro, há treze anos moradora da comunidade Pedra do Itanhangá. Foram anos trabalhando como doméstica e morando na casa dos patrões. O tempo juntando o dinheiro, era o mesmo procurando aquele que seria o seu lar. Não foi fácil. Nenhuma casa que encontrou a agradava. Ela recorda, emocionada, que nenhuma opção era viável.

Com a ajuda de seu patrão, ela não desistiu de seu sonho. Só havia uma condição: que a casa fosse humanamente habitável. Quando ela finalmente encontrou a vila onde mora na Pedra do Itanhangá, ela lembra que era “silenciosa, calma… Gostei desse lugar! Quando vi a minha casa à venda, foi amor à primeira vista, mesmo ficando num nível abaixo da rua, quase um buraco.”
E esse desnível foi responsável por mais um baque na vida de Maria: uma enchente na primeira semana depois da mudança, a tristeza e o sentimento de que “Investi meu dinheiro todo aqui. E perdi tudo. Tudo.” O jeito foi derrubar a casa e reconstruir tudo. O curioso é que ela não saiu da casa enquanto a obra acontecia:
“Não saí por amor ao lugar e às pessoas,  com o sossego que se tem aqui, não poderia sair e agora, depois de “ralar” muito, quero ficar aqui para o resto da minha vida.”